Página Inicial Data de criação : 08/02/01 Última actualização : 08/05/22 12:32 / 43 Artigos publicados
 

Amália  (Fado) Inserido Sunday 10 February 2008 10:58

Em 1980, dois projectos com letras da sua autoria, Gostava de ser quem era e Lágrima, este editado em 83. Condecorada com o grau de oficial da Ordem do Infante D. Henrique, por Mário Soares, na altura Presidente da República Portuguesa. Segue-se a homenagem pela Câmara Municipal de Lisboa.Em 82, Amália dá voz a O senhor extra-terrestre e Fado. Surge Amália na Broadway, que reúne oito standards de musicais americanos gravados nos anos 60, com o maestro Norrie Paramor. Em 85, Coliseu dos Recreios com o primeiro grande concerto a solo. Segue-se Paris e a condecoração com o mais alto grau da Ordem das Artes e das Letras, pelo Ministro da Cultura, Jack Lang. Editado duplo álbum O melhor de Amália-Estranha forma de vida. O sucesso estrondoso faz surgir O melhor de Amália volume II-Tudo isto é Fado. Em Toronto, Canadá, o dia 6 de Outubro passa a ser o Dia Oficial de Amália. Em 87, é editada a biografia oficial Amália-Uma biografia. São, igualmente, editados Sucessos, primeiro CD e Coliseu 3 de Abril de 1987, o triplo-álbum de luxo de carreira, e ganha o Disco de Ouro. Em 1989, celebra 50 anos de carreira, com a colectânea Amália-50 anos. Recebe a Ordem Militar de Santiago de Espada. Prossegue numa tournée mundial. O Papa João Paulo II concede-lhe uma audiência privada. 

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Eu não canto o fado. É o fado que canta dentro de mim.  (Fado) Inserido Saturday 09 February 2008 11:48

       Em 1970, Amália continua a cantar alguns dos maiores poetas portugueses, com música de Alain Oulmam. Com que voz proporciona-lhe alguns prémios: IX Prémio da Crítica Discográfica Italiana, em 71; Grande Prémio da Cidade de Paris e Grande Prémio do Disco de Paris, em 75. Ainda nos anos 70, dá-se La Folia per La Rodrigues, em Itália, ao actuar no Teatro Sistina de Roma. Recebe de Américo Tomáz, Presidente da República, a Ordem Militar de Santiago de Espada. Em França, é homenageada com a Ordem das Artes e das Letras. A cidade japonesa de Tokyo rende-se, igualmente, ao seu fascínio e segue-se uma tournée  pelo país. Surgem projectos como Amália Canta Portugal II, Oiça lá o Senhor Vinho, Cantigas de Amigo. Este último, poesia medieval portuguesa, contou com a prestigiosa colaboração de Ary dos Santos e Natália Correia. Segue-se Amália Canta Portugal III ou Folclore à Guitarra e à Viola. Grava fado com o famoso saxofonista de jazz, Don Byas. Em 1976, edita o album gravado ao vivo no Brasil em 73, Amália no Canecão. Segue-se a compilação Cantigas de Boa Gente. Canta no Théâtre des Champs Elysées. A Unesco publica o disco Le Cadeau de la Vie, onde Amália figura junto a artistas de renome internacional como John Lennon, Daniel Barenboim, Maria Callas,... Um ano depois, mais duas compilações, Fandangueiro e Anda o Sol na minha Rua. Novamente Nova Iorque, no Carnegie Hall.
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Povo que lavas no rio  (Fado) Inserido Friday 08 February 2008 22:35

     Casa novamente em 1961, agora com o engenheiro brasileiro, César Seabra, que vem a falecer em 1993, após 36 anos de vida em comum.Em 62, dá-se uma viragem significativa na sua carreira, quando descobre Alain Oulman. Começa, então, a cantar os grandes poetas portugueses. Nova viragem na carreira, um ano depois, com o LP Amália Rodrigues, também conhecido por Busto ou Asas Fechadas. Canta Estranha forma de vida e Povo que lavas no rio, com cariz político, da autoria de Pedro Homem de Melo. Conquista o público em Edimburgo. No Líbano, chega a acompanhar, com o seu prestigiado fado, uma Missa de Acção de Graças, pela independência do Líbano. Regressa ao cinema em 64, com Fado Corrido, de Brum do Canto. Ilhas Encantadas de Carlos Vilardebó,em 65, que lhe confere o prémio de melhor actriz. Em 66, o filme francês Via Macau. Conhece aquele que viria a tornar-se o seu fotógrafo oficial, Augusto Cabrita. Canta o nosso maior poeta, Luís de Camões, e edita Fado português. Canta o folclore português no Lincoln Center de Nova Iorque. Novamente Paris, novamente Olympia com Grand Gala du Music-Hall Portugais, conferindo maior visibilidade a alguns artistas portugueses. Em 67, é galardoada com o prémio Midem, com o tema Vou dar de beber à dor, de Alberto Janes. A proeza repete-se nos dois anos seguintes. Protagoniza a Sapateira prodigiosa, de Garcia Lorca. Em 69, pisa chão russo, com grande sucesso. Edita Marchas de Lisboa. É figura de relevo em Paris no Festival du Marais e em Atenas nas  Olimpíadas da Canção.   
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La reina del Fado canta fados, rancheras y flamenco  (Fado) Inserido Wednesday 06 February 2008 12:20

Surge Paris, Chez Carrère e Londres, no Ritz. Em 1950, mais um momento marcante na sua internacionalização, aquando do espectáculo do Plano Marshall, no pós-guerra, que a catapulta por toda a Europa. É por esta altura que conhece Alberto Janes que a procura para lhe oferecer Foi Deus, um fado marcante na carreira de Amália. A partir dos anos 50, é África, é América, é o México e a ranchera, canção popular mexicana, é Hollywood e o Mocambo, ponto de encontro das estrelas cinematográficas. Em 52, querem-na em Nova Iorque, no La Vie en Rose, na televisão, no programa da moda na altura Coke Time With Eddie Fisher. Assina contrato com a Valentim de Carvalho. Um pequeno papel em Os Amantes do Tejo, produção francesa, onde interpreta Canção do Mar e Barco Negro, que acompanham o sucesso do filme. Grava o primeiro LP Amália Rodrigues sings Fado from Portugal and Flamenco from Spain, publicado nos Estados Unidos da América, com edições em Inglaterra e em França. Em 55, surge, pela primeira vez, como actriz dramática em A Severa, de Júlio Dantas e produção de Vasco Morgado, em cartaz no teatro Monumental. Um novo filme April in Portugal, onde cantou Coimbra e Canção do Mar, estreado em Londres e premiado em Berlim e Mar de la  Plata. No México, filma Musica de Siempre junto a Edith Piaf. Em 1956, o Olympia de Paris, nas festas de despedida de Josephine Baker. Logo depois, novamente o Olympia, como vedeta americana. Em 1957, ainda o Olympia, como primeira vedeta. Conquistou tudo e todos e todos querem escrever para Amália: Charles Aznavour, inspirado no fado Ai, Mouraria, escreve Ay, Mourir pour Toi. Mais um filme, Sangue Toureiro. Papel principal na peça televisiva de grande sucesso, O Céu da minha Rua. Em 1959 está entre as quatro melhores cantoras do mundo.

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Espera de Toiros  (Fado) Inserido Sunday 03 February 2008 22:51

Em 1940, estreia-se no teatro de revista Ora Vai Tu , em cartaz no teatro Maria Vitória. Durante vários anos, surge em revistas e operetas com fados de grande sucesso e conhece Frederico Valério, que lhe compõe alguns dos melhores fados de sempre. Segue-se Espera de Toiros e Essa é que é essa, dando vida a Maria da Cruz. Tem cada vez mais proeminência e, ao lado de Hermínia Silva, no teatro Apolo, cria o Fado do Ciúme, na opereta Rosa Cantadeira. Começa a sua internacionalização pelo país vizinho, em Madrid , e dá-se a paixão pelo flamenco. Segue-se Rio de Janeiro, casino Copacabana, num espectáculo criado à sua imagem. Foi a apoteose aos 24 anos de idade. Volta a ser contratada com músicos e bailarinas para uma tournée pelo Brasil. E surge Ai, Mouraria, no teatro República da cidade carioca, em 45. Pode dizer-se que é em terra brasileira que se dá, de facto, o primeiro passo importante na sua escalada internacional pelos quatro cantos do mundo ao gravar vários discos no Rio de Janeiro. Em 47, uma nova estreia. Desta vez, o cinema com Capas Negras, ao lado de Alberto Ribeiro. Segue-se Fado-História de Uma Cantadeira, que estreia no Coliseu da cidade do Porto e lhe vale o prémio do SNI, como melhor actriz do ano. Em 49, Vendaval Maravilhoso, uma co-produção Luso-Brasileira, de Leitão de Barros.

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