A seis de Outubro de 1999, Portugal perde a maior embaixadora da Língua e Cultura Portuguesas. Portugal assiste entorpecido ao funeral de Amália, aos 79 anos de idade, no Cemitério dos Prazeres. Actualmente, jaz no Panteão Nacional, ao lado daqueles que da lei da morte se libertaram.
Em 1990, a artista dá corpo a Obsessão. Em 91, é editada a cassette vídeo Amália Live in New York City, aquando do concerto no Town Hall, realizado no ano anterior. Em França é, novamente, homenageada. Agora com a Légion d´Honneur, concedida por Miterrand, na altura Presidente da República. Em 92, o CD Abbey Road compila as primeiras gravações realizadas em Londres para a Valentim de Carvalho. Em 95, Estranha forma de vida - O melhor de Amália. A RTP presta homenagem com a série documental Amália-Uma estranha forma de vida. Em 97, edita Sucessos, compilação de trabalhos gravados entre 65 e 75. Após o falecimento do marido, a fadista publica Versos, um livro de poemas da sua autoria. Novamente homenageada, agora na Expo 98.
Entrei Na Vida a Cantar
Entrei na vida a cantar
E o meu primeiro lamento
Se foi
cantado a chorar
Foi logo com sentimento
Com as outras raparigas
Pelas ruas a brincar
Corri ao som das cantigas
Parava só p’ra cantar
Mais tarde já mulherzinha
Cantei meu primeiro amor
E também cantei sozinha
A minha primeira dor
A vida tenho passado
Alegre triste a chorar
Tem sido vário meu fado
Mas constante o meu penar












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