Página Inicial Data de criação : 08/02/01 Última actualização : 08/05/22 12:32 / 43 Artigos publicados
 

Fado

Desde que existe a morte, imediatamente a vida é absurda  (Fado) Inserido Friday 15 February 2008 09:48

A seis de Outubro de 1999, Portugal perde a maior embaixadora da Língua e Cultura Portuguesas. Portugal assiste entorpecido ao funeral de Amália, aos 79 anos de idade, no Cemitério dos Prazeres. Actualmente, jaz no Panteão Nacional, ao lado daqueles que da lei da morte se libertaram.

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Versos  (Fado) Inserido Monday 11 February 2008 15:12

Em 1990, a artista dá corpo a Obsessão. Em 91, é editada a cassette vídeo Amália Live in New York City, aquando do concerto no Town Hall, realizado no ano anterior. Em França é, novamente, homenageada. Agora com a Légion d´Honneur, concedida por Miterrand, na altura Presidente da República. Em 92, o CD Abbey Road compila as primeiras gravações realizadas em Londres para a Valentim de Carvalho. Em 95, Estranha forma de vida - O melhor de Amália. A RTP presta homenagem com a série documental Amália-Uma estranha forma de vida. Em 97, edita Sucessos, compilação de trabalhos gravados entre 65 e 75. Após o falecimento do marido, a fadista publica Versos, um livro de poemas da sua autoria. Novamente homenageada, agora na Expo 98.

 

  Entrei Na Vida a Cantar

Entrei na vida a cantar

E o meu primeiro lamento
Se foi cantado a chorar
Foi logo com sentimento

Com as outras raparigas
Pelas ruas a brincar
Corri ao som das cantigas
Parava só p’ra cantar

Mais tarde já mulherzinha
Cantei meu primeiro amor
E também cantei sozinha
A minha primeira dor

A vida tenho passado
Alegre triste a chorar
Tem sido vário meu fado
Mas constante o meu penar

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Amália  (Fado) Inserido Sunday 10 February 2008 10:58

Em 1980, dois projectos com letras da sua autoria, Gostava de ser quem era e Lágrima, este editado em 83. Condecorada com o grau de oficial da Ordem do Infante D. Henrique, por Mário Soares, na altura Presidente da República Portuguesa. Segue-se a homenagem pela Câmara Municipal de Lisboa.Em 82, Amália dá voz a O senhor extra-terrestre e Fado. Surge Amália na Broadway, que reúne oito standards de musicais americanos gravados nos anos 60, com o maestro Norrie Paramor. Em 85, Coliseu dos Recreios com o primeiro grande concerto a solo. Segue-se Paris e a condecoração com o mais alto grau da Ordem das Artes e das Letras, pelo Ministro da Cultura, Jack Lang. Editado duplo álbum O melhor de Amália-Estranha forma de vida. O sucesso estrondoso faz surgir O melhor de Amália volume II-Tudo isto é Fado. Em Toronto, Canadá, o dia 6 de Outubro passa a ser o Dia Oficial de Amália. Em 87, é editada a biografia oficial Amália-Uma biografia. São, igualmente, editados Sucessos, primeiro CD e Coliseu 3 de Abril de 1987, o triplo-álbum de luxo de carreira, e ganha o Disco de Ouro. Em 1989, celebra 50 anos de carreira, com a colectânea Amália-50 anos. Recebe a Ordem Militar de Santiago de Espada. Prossegue numa tournée mundial. O Papa João Paulo II concede-lhe uma audiência privada. 

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Eu não canto o fado. É o fado que canta dentro de mim.  (Fado) Inserido Saturday 09 February 2008 11:48

       Em 1970, Amália continua a cantar alguns dos maiores poetas portugueses, com música de Alain Oulmam. Com que voz proporciona-lhe alguns prémios: IX Prémio da Crítica Discográfica Italiana, em 71; Grande Prémio da Cidade de Paris e Grande Prémio do Disco de Paris, em 75. Ainda nos anos 70, dá-se La Folia per La Rodrigues, em Itália, ao actuar no Teatro Sistina de Roma. Recebe de Américo Tomáz, Presidente da República, a Ordem Militar de Santiago de Espada. Em França, é homenageada com a Ordem das Artes e das Letras. A cidade japonesa de Tokyo rende-se, igualmente, ao seu fascínio e segue-se uma tournée  pelo país. Surgem projectos como Amália Canta Portugal II, Oiça lá o Senhor Vinho, Cantigas de Amigo. Este último, poesia medieval portuguesa, contou com a prestigiosa colaboração de Ary dos Santos e Natália Correia. Segue-se Amália Canta Portugal III ou Folclore à Guitarra e à Viola. Grava fado com o famoso saxofonista de jazz, Don Byas. Em 1976, edita o album gravado ao vivo no Brasil em 73, Amália no Canecão. Segue-se a compilação Cantigas de Boa Gente. Canta no Théâtre des Champs Elysées. A Unesco publica o disco Le Cadeau de la Vie, onde Amália figura junto a artistas de renome internacional como John Lennon, Daniel Barenboim, Maria Callas,... Um ano depois, mais duas compilações, Fandangueiro e Anda o Sol na minha Rua. Novamente Nova Iorque, no Carnegie Hall.
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Povo que lavas no rio  (Fado) Inserido Friday 08 February 2008 22:35

     Casa novamente em 1961, agora com o engenheiro brasileiro, César Seabra, que vem a falecer em 1993, após 36 anos de vida em comum.Em 62, dá-se uma viragem significativa na sua carreira, quando descobre Alain Oulman. Começa, então, a cantar os grandes poetas portugueses. Nova viragem na carreira, um ano depois, com o LP Amália Rodrigues, também conhecido por Busto ou Asas Fechadas. Canta Estranha forma de vida e Povo que lavas no rio, com cariz político, da autoria de Pedro Homem de Melo. Conquista o público em Edimburgo. No Líbano, chega a acompanhar, com o seu prestigiado fado, uma Missa de Acção de Graças, pela independência do Líbano. Regressa ao cinema em 64, com Fado Corrido, de Brum do Canto. Ilhas Encantadas de Carlos Vilardebó,em 65, que lhe confere o prémio de melhor actriz. Em 66, o filme francês Via Macau. Conhece aquele que viria a tornar-se o seu fotógrafo oficial, Augusto Cabrita. Canta o nosso maior poeta, Luís de Camões, e edita Fado português. Canta o folclore português no Lincoln Center de Nova Iorque. Novamente Paris, novamente Olympia com Grand Gala du Music-Hall Portugais, conferindo maior visibilidade a alguns artistas portugueses. Em 67, é galardoada com o prémio Midem, com o tema Vou dar de beber à dor, de Alberto Janes. A proeza repete-se nos dois anos seguintes. Protagoniza a Sapateira prodigiosa, de Garcia Lorca. Em 69, pisa chão russo, com grande sucesso. Edita Marchas de Lisboa. É figura de relevo em Paris no Festival du Marais e em Atenas nas  Olimpíadas da Canção.   
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